Homem de mil luzes corredor que protubera e foco no prurido. Conrado? Talvez sim. Mais: mero coadjuvante. A miséria-cabresta subentende seu glamour.
Máscara negra-congelante aos entremeios do palco: play (ground) de acidentes desonestos. Salvas à Fátima dos desgraçados em orgulho. Pote de mel amargo, laquê, merda e adeus. Fagulhas (alcoóis e droga). Cinzas (depressão). Todas as pangeias de palco e platéia em vaziez: copo de circo, copo de cólera. Acalmia do corpo desterro dalma.
É favor retirar-se-nos enquanto em tempo, oh maestro Diretor (jequitibá-rei).
Quem poderia ater no pau tamanha celebração?! Contendas no reino plantae.
Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo... Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer Porque eu sou do tamanho do que vejo E não, do tamanho da minha altura... Alberto Caeiro
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Chamado extraordinário anti-pena de morte
Hemos de projetar como projétil beligerante tal afirmativa tal verdade, tal rogo: – Penitentes não serão mais os criminosos, não únicos criminosos! Ainda, crimes mantêm-se crimes, agora entretanto toda a humanidade divide os frutos destes, pois em si, todos os cometemos em grau!
Penitente será cada pecante, que por ignorância passiva, excede ou poupa, abstendo-se de comungar padrão pré-estipulado, consagrado antes do seu existir, cada um destes que deve, e pela dívida, sente o “fedor” “desconforto” “falta de espaço e raios de sol” medo angústia e descrença: pensamentos puros-refletidos elaborados demorados, como num disco de memória sujo-ocupado, se fragmentam e, embora vívidos, agora coexistem com, da ignorância passiva, os não padrões sociais.
Este rogo reconhece como pecante todo digno e não digno de ter, até o status contemporâneo de sua vida, o direito inconteste de seguir buscando seu objetivo maior: a felicidade da paz.
Neste contexto que é intrínseco à humanidade, declaramos e afirmamos (já não mais como simples rogo): – Como juiz ignorante passivo – ignorante de leis consagradas e que, nem por isso, deixam de ser mais imperantes que estas em vigor documental – absolvemo-nos e nos ordenamos, e aqueles que definharam em carne como únicos penitentes, todos livres de pena capital!
– E, em ata abaixo pelos puros assinada, este conclave congregado dos homens puros-pecantes declara e proclama às partes, morte à pena máxima!
Sem subterfúgios, a humanidade cerceará partes de si. E como este é crime vindouro, o conclave voltará a se compor a propósito e em tempo para novas deliberações.
Penitente será cada pecante, que por ignorância passiva, excede ou poupa, abstendo-se de comungar padrão pré-estipulado, consagrado antes do seu existir, cada um destes que deve, e pela dívida, sente o “fedor” “desconforto” “falta de espaço e raios de sol” medo angústia e descrença: pensamentos puros-refletidos elaborados demorados, como num disco de memória sujo-ocupado, se fragmentam e, embora vívidos, agora coexistem com, da ignorância passiva, os não padrões sociais.
Este rogo reconhece como pecante todo digno e não digno de ter, até o status contemporâneo de sua vida, o direito inconteste de seguir buscando seu objetivo maior: a felicidade da paz.
Neste contexto que é intrínseco à humanidade, declaramos e afirmamos (já não mais como simples rogo): – Como juiz ignorante passivo – ignorante de leis consagradas e que, nem por isso, deixam de ser mais imperantes que estas em vigor documental – absolvemo-nos e nos ordenamos, e aqueles que definharam em carne como únicos penitentes, todos livres de pena capital!
– E, em ata abaixo pelos puros assinada, este conclave congregado dos homens puros-pecantes declara e proclama às partes, morte à pena máxima!
Sem subterfúgios, a humanidade cerceará partes de si. E como este é crime vindouro, o conclave voltará a se compor a propósito e em tempo para novas deliberações.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
À tarde
La
Cama macaco
Queres da pontilhada,
Pressão e tinta eis-me
Um um rabisco
Aumentos descontroles
Príncipes acastelados
Alvoroços
Woodpecker on the tree
Kamikaze salvador
Bola de neve saborosa
Agenda dos dolorosos
Dínamo e poesia
Cavidade
Pomerídio: regozijo!
Paulo Munaretti
"Ainda, a verdade analítica não é tão misteriosa, ou tão secreta, como não nos deixar ver pessoas com talento por direcionar as (próprias) conciências para verem a verdade espontaneamente."
Cama macaco
Queres da pontilhada,
Pressão e tinta eis-me
Um um rabisco
Aumentos descontroles
Príncipes acastelados
Alvoroços
Woodpecker on the tree
Kamikaze salvador
Bola de neve saborosa
Agenda dos dolorosos
Dínamo e poesia
Cavidade
Pomerídio: regozijo!
Paulo Munaretti
"Ainda, a verdade analítica não é tão misteriosa, ou tão secreta, como não nos deixar ver pessoas com talento por direcionar as (próprias) conciências para verem a verdade espontaneamente."
Jacques Lacan
Temor pessoal vigor pessoano
Sapato de butique, ...pregos calos e carroça: sinaleiros. Afogamento. Prejuízo. Lodo. Amor às ondas negras do sol vermelho. Dinheiro desprezo e pote de comida: comida. Dinheiro desprezo e sono: comida. Dinheiro desprezo e noite: comida. Câncer de gay desprezo coito êxtase coito desprezo e AIDS.
Talento d’erança heterônima. Genética desapreçada. Escolha de cadela. Caminhante, desvigor falta cansaço quimera, peixe de ventre inchado exposto, nada, oxigênio que farta, e em si álcool, e oxigênio nada. Respiro helicoidal narinas sujas torpor e dedos em riste corpo em anti-riste (em horizonte): almanaque de Graciliano cabeceira de João. Em Sinha Ana (Cora) há explicação...
174 itinerário de satã: comida. Brancos placas e vermelhos. “Céu” Exceto Ônibus e sangue. E a alface orgânica teima em ser verde-pura. Os calos enfim úteis: adubo e ciclo no ecossistema. Reuso de estrume.
Talento d’erança heterônima. Genética desapreçada. Escolha de cadela. Caminhante, desvigor falta cansaço quimera, peixe de ventre inchado exposto, nada, oxigênio que farta, e em si álcool, e oxigênio nada. Respiro helicoidal narinas sujas torpor e dedos em riste corpo em anti-riste (em horizonte): almanaque de Graciliano cabeceira de João. Em Sinha Ana (Cora) há explicação...
174 itinerário de satã: comida. Brancos placas e vermelhos. “Céu” Exceto Ônibus e sangue. E a alface orgânica teima em ser verde-pura. Os calos enfim úteis: adubo e ciclo no ecossistema. Reuso de estrume.
Agradecimento às tuas cavalheirescas lembranças de mim
Aprendi uma coisa sobre escrever: escreva sobre um tema (escopo) pequeno, mas que você domine e no qual possa inserir detalhes, justificando incontestavelmente o que estivera afirmando de início. Quando escrevemos sobre tema muito aberto, incorremos em tornar nossos dizeres desacreditados e dispersos e, pior e inclusive, nós mesmos desacreditados e desinteressantes - o que nenhum leitor um pouco mais atento consegue admitir. Utilizar-se de concisão e ser verdadeiro e incontestável a partir de sua própria propositividade, sendo eloquente, ainda por cima, não é para principiantes, você bem sabe disso. Outras 2 dicas que ainda lhe dou: leia o que escreveu com cuidado: a velocidade só tem quem está próximo de trocar de nível, (“elevar-se” ou) “aposentar-se” de determinada atividade, pelo desestímulo em fazê-la sem utilizar-se da criatividade e das sinapses; a segunda é: após leitura caprichosa e posterior adoração, sinta vontade de rasgar ou deletar tudo e não recomeçar nunca mais.
Observe o diálogo:
- Meu chefe que é gerente de comunicação e que se formou em jornalismo na USP, sempre diz que os textos não devem ser muito grandes.
- Mas ele irá contradizer-se talvez se tiver de explicar o sentido de existir de um livro, onde ele próprio, após ler centenas e não raro, milhares de páginas, não fosse capaz de sacar uma única palavra sequer, que estivesse sobressalente ou supérflua.
Como alguém pode não ter usado de soberba e ingenuidade para iniciar um texto, quem dirá um livro?! Sou levado à idéia de que o escritor rascunhou e rascunhou, e quando desistiu jogou seu filho para o mundo fazer o que ele não teve coragem: destruir e mutilar o sangue-do-seu-sangue.
Outra comprovação disso aqui marcada é que escrevi isso de maneira mosaica após localizar os parágrafos por aí.
Obrigado por pedir minha opinião nada exaltada!
Observe o diálogo:
- Meu chefe que é gerente de comunicação e que se formou em jornalismo na USP, sempre diz que os textos não devem ser muito grandes.
- Mas ele irá contradizer-se talvez se tiver de explicar o sentido de existir de um livro, onde ele próprio, após ler centenas e não raro, milhares de páginas, não fosse capaz de sacar uma única palavra sequer, que estivesse sobressalente ou supérflua.
Como alguém pode não ter usado de soberba e ingenuidade para iniciar um texto, quem dirá um livro?! Sou levado à idéia de que o escritor rascunhou e rascunhou, e quando desistiu jogou seu filho para o mundo fazer o que ele não teve coragem: destruir e mutilar o sangue-do-seu-sangue.
Outra comprovação disso aqui marcada é que escrevi isso de maneira mosaica após localizar os parágrafos por aí.
Obrigado por pedir minha opinião nada exaltada!
Ai família: leite
Notas musicais, noites musicais. Gró, depois muita água fria. Cabeça como água quente. Sangue e cabidela. Grilhos querendo seu mal. O contra, opoente ao poente. Sempre que à pele respira, tudo o que se pode querer é ter com o Sol. A que foi poedeira e hoje (en)calda a cimento. Fábrica de pôr fios aramados nos entrançadores e que para fora desta se cospem bonecas e sorrisos aos pequeninos...: sonho de chocolate pesadelo de Cristo. Sempre assim, sempre sofremos desilusões e logo tão distraídos por alegria que nos tomou despretensos e nem de onde veio saberemos.
Tudo é o leite da família. Leite de cal tetas que caiam e a cor se vai com chuvas.
Hoje amnésia, pobre, descanso, feliz como por não querer o final definhante não pelo direito que se tem após a labuta, mas medo do escuro, da escuridão: quando o Sol já se foi, carregando as alianças, quando os que usam mesmo sobrenome, da mistura já não respiram laços de família, e os que respiram (você e eu), estamos por quilombos e ocas e marsúpios... distantes, tão e tão distantes que de chorar já não temos o peito. Como se uma cortina murasse feito a catarata da vida. Picinei.
Sal, malzbier, pedaços de queijos e coração: o valor que tens faz resumo tão pobremente no amor que vai florescer, e pelo sangue vai eternizar-se mesmo que haja opressão e grilhos. Folguedos e paixões. Temor de ser perfeito quando não usar a emoção. Aferir.
Tudo é o leite da família. Leite de cal tetas que caiam e a cor se vai com chuvas.
Hoje amnésia, pobre, descanso, feliz como por não querer o final definhante não pelo direito que se tem após a labuta, mas medo do escuro, da escuridão: quando o Sol já se foi, carregando as alianças, quando os que usam mesmo sobrenome, da mistura já não respiram laços de família, e os que respiram (você e eu), estamos por quilombos e ocas e marsúpios... distantes, tão e tão distantes que de chorar já não temos o peito. Como se uma cortina murasse feito a catarata da vida. Picinei.
Sal, malzbier, pedaços de queijos e coração: o valor que tens faz resumo tão pobremente no amor que vai florescer, e pelo sangue vai eternizar-se mesmo que haja opressão e grilhos. Folguedos e paixões. Temor de ser perfeito quando não usar a emoção. Aferir.
Nistagmo
Glóbulos que fantasiam o mundo em movimento, movimentos. Algum vestibular onde ninguém sano gostaria de atravessar: vestíbulo donde os chapéus não param quietos, os chapéus da paz. Nistagmo! O medo que as coisas parem, e alguém note sua existência perigosamente esquecida no chacoalho. Agora que sei da existência da patologia, sinto o medo de estar movimentando meu corpo e o entorno, ao invés de apenas os glóbulos insanos. Quero fazer como os demais, ...mas como vejo. E como fazê-lo se trepido e balanço ante a vida. Quero o concreto daqueles, não acredito no que vejo... Agora sei impor meus métodos porque meus olhos me mostram como é ver sozinho. Nada visto é conveniente: esporadicamente globalizo o que os olhos absorvem. Métodos frágeis revelam que sou inquieto diante das coisas, os fractais revelam que absorvo apenas uma entre várias fotografias no cinema. Incorro em crer naquilo que vi, e como não vi, assumo por preferir a nostalgia da imaginação a tentar somar as imagens de todos para meu cerebelo..., aí então certamente seria, nistagmo: perceptível apenas a distorção, o que se quer perceber não se percebe. Ainda veloz, o caminho é o qual você puder seguir. Se tal intento lhe ocorrer mesmo incapaz, sem cura, a chegada será o intento como o dos demais: nunca alcançável. Agora que pude ver pelo nistagmo o mar tal grande que é, agora sim quero passar desse mar para provar o perfume daquelas estrelas que surgem do escurecer e muito ao longe. E, neste caminho terrestre ao estelar vou mirando o que me permitir o defeito genético. Alabama.
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