terça-feira, 10 de agosto de 2010

Agradecimento às tuas cavalheirescas lembranças de mim

Aprendi uma coisa sobre escrever: escreva sobre um tema (escopo) pequeno, mas que você domine e no qual possa inserir detalhes, justificando incontestavelmente o que estivera afirmando de início. Quando escrevemos sobre tema muito aberto, incorremos em tornar nossos dizeres desacreditados e dispersos e, pior e inclusive, nós mesmos desacreditados e desinteressantes - o que nenhum leitor um pouco mais atento consegue admitir. Utilizar-se de concisão e ser verdadeiro e incontestável a partir de sua própria propositividade, sendo eloquente, ainda por cima, não é para principiantes, você bem sabe disso. Outras 2 dicas que ainda lhe dou: leia o que escreveu com cuidado: a velocidade só tem quem está próximo de trocar de nível, (“elevar-se” ou) “aposentar-se” de determinada atividade, pelo desestímulo em fazê-la sem utilizar-se da criatividade e das sinapses; a segunda é: após leitura caprichosa e posterior adoração, sinta vontade de rasgar ou deletar tudo e não recomeçar nunca mais.
Observe o diálogo:
- Meu chefe que é gerente de comunicação e que se formou em jornalismo na USP, sempre diz que os textos não devem ser muito grandes.
- Mas ele irá contradizer-se talvez se tiver de explicar o sentido de existir de um livro, onde ele próprio, após ler centenas e não raro, milhares de páginas, não fosse capaz de sacar uma única palavra sequer, que estivesse sobressalente ou supérflua.
Como alguém pode não ter usado de soberba e ingenuidade para iniciar um texto, quem dirá um livro?! Sou levado à idéia de que o escritor rascunhou e rascunhou, e quando desistiu jogou seu filho para o mundo fazer o que ele não teve coragem: destruir e mutilar o sangue-do-seu-sangue.
Outra comprovação disso aqui marcada é que escrevi isso de maneira mosaica após localizar os parágrafos por aí.
Obrigado por pedir minha opinião nada exaltada!

Nenhum comentário: