terça-feira, 21 de junho de 2011

Assunto límpido: resiliência

Subcapacities. Compus todo um apanhado de pouquinhas detalhadas em 10 ou 11 anos: sempre aplicado em adaptações forçosas ou afáveis e em alicateamentos e aramificiedades que me garantissem retomada de fôlego.
Honestamente conexo, firmo veramente, aos meus pretéritos tal partícula nuclear, temo sempre, um dia, perder a resiliência: não a de volver ao estado primitivo, a de não mais volver a catar-me os pedaços de meu passado, que tanto vai agigantando aos comedidos step by steps.
Nunca que voltarei a esta e primas-matérias de esboço sentimental; quero dizer-me-a-elas Adeus! Estes que sejam os meus fósseis carbônicos: queimas de expiradas células. Tal adeus clama sim, pela piedade da não-solvência de minha história que já pareei, com as vindouras cheias de esperança muito prováveis inusitadas.
Confesso abrir aspectos-ouro dos mais profundos planos. Confesso papal; confissão realmente íntima: há mortifícios nestes verbetes e nos parágrafos, digo na transcorrência deles. Há formigamentos antes e após, clara indicação de produtividade gelada, ou seja, tão morta enquanto durante, ao mesmo tempo que fixada, fixa. Por tanto resiliência tornada o foco porque, se tanto se redige, é sempre mais falta, graças a ela encontra-se o decanto, límpida necessidade de: resiliência como estado transitivo e não como fim.

2 comentários:

Rogério disse...

Por mais de 07 meses esperei pacientemente pelos seus ensinamentos. Confesso que ansiava por mais, agora a desilusão tomou conta do meu ser...O que farei? Rasparei minha cabeça, cobrirei-me de cinzas e rasgarei minhas vestes em prantos.

Marcelo Stepon disse...

Cada vez que leio seu texto vejo proximidade com o Augusto dos Anjos; vc conhece o cara? tem influência dele?
um pessimismo-realismo cortante e que usa e abusa, adrede, creio eu, do tecnificismo antenado
Há formigamentos antes e após, clara indicação de produtividade gelada, ou seja, tão morta enquanto durante, ao mesmo tempo que fixada, fixa. ....há estilo aí Paulo, acho que só falta mesmo atingir mais pessoas, ou seja, transformar alguns verbetes em termos corriqueiros sem perder a força, outros termos é sempre bom lançar para gerar corte e novidade e frescor; tipo resiliência; talvez saber "cortar" e deixar só os termos técnicos-poéticos mais inusitados e densos, para não "poluir" o texto
mas sinto seu texto mais denso e sensível também que os anteriores, dá aquele gosto de "quero ler outros textos do cara..."
como prosseguir, sobreviver aos desafios, tendo a natureza frágil? como captar um fôlego se a mudança lança nosso conforto no espaço e o descanso é raro, raríssimo, não nos dando tempo de nos adaptar a um mundo que nunca se adapta
senti isso ao ler o texto pela quarta vez!