terça-feira, 10 de agosto de 2010

Ai família: leite

Notas musicais, noites musicais. Gró, depois muita água fria. Cabeça como água quente. Sangue e cabidela. Grilhos querendo seu mal. O contra, opoente ao poente. Sempre que à pele respira, tudo o que se pode querer é ter com o Sol. A que foi poedeira e hoje (en)calda a cimento. Fábrica de pôr fios aramados nos entrançadores e que para fora desta se cospem bonecas e sorrisos aos pequeninos...: sonho de chocolate pesadelo de Cristo. Sempre assim, sempre sofremos desilusões e logo tão distraídos por alegria que nos tomou despretensos e nem de onde veio saberemos.
Tudo é o leite da família. Leite de cal tetas que caiam e a cor se vai com chuvas.
Hoje amnésia, pobre, descanso, feliz como por não querer o final definhante não pelo direito que se tem após a labuta, mas medo do escuro, da escuridão: quando o Sol já se foi, carregando as alianças, quando os que usam mesmo sobrenome, da mistura já não respiram laços de família, e os que respiram (você e eu), estamos por quilombos e ocas e marsúpios... distantes, tão e tão distantes que de chorar já não temos o peito. Como se uma cortina murasse feito a catarata da vida. Picinei.
Sal, malzbier, pedaços de queijos e coração: o valor que tens faz resumo tão pobremente no amor que vai florescer, e pelo sangue vai eternizar-se mesmo que haja opressão e grilhos. Folguedos e paixões. Temor de ser perfeito quando não usar a emoção. Aferir.

2 comentários:

rossim disse...

elaborando sentimentos esparsos condensa emoções e reminiscencias voluveis, o importante e que transmites as sensaçoes intimas.

Mstepon disse...

Paulo , o texto me pareceu muito ácido , a cal , caiado , a cal é corrosiva e você tentou passar emoções delicadas finas ; talvez as palavras utilizadas e a construção das frases não tenham deixado claro ( ao menos para mim ) , ou ao menos dado a dica sobre os reais sentimentos que estão contidos em sua alma .Mas escrever é assim mesmo ; di-fi-cí-li-mo